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É possível treinar para melhorar o equilíbrio?

Ter equilíbrio é bom para tudo e para todos. É como ter bom senso, aliás, bom senso é quase que um sinônimo para equilíbrio. Em fisiologia, o equilíbrio postural é peça-chave para a execução de funções múltiplas e mecânicas do corpo de um animal. Quem tem pouco ou vem a perder o senso de equilíbrio, no geral, fica imaginando que jamais poderá melhorar ou reconquistar determinadas funções. Não é bem assim. Uma série de exercícios e atividades podem ser abraçadas para que o corpo amplie o equilíbrio. Até mesmo algumas pessoas acometidas por enfermidades podem melhorar praticando exercícios específicos para ensinar o corpo a ter equilíbrio. Trata-se de um processo de aprendizado. O bebê aprende a se equilibrar, a ficar em pé e a andar com a ajuda de adultos, e a criança amplia o equilíbrio quando começa a andar em muretas, de braços abertos, pé ante pé, ou no meio fio, não é mesmo? Parece brincadeira, mas são exercícios importantes para o desenvolvimento motor.

Pranchas de equilíbrio podem ajudar na prática de exercícios que levem ao desenvolvimento do senso de equilíbrio em crianças ou adultos. Conhecidas também como placas de oscilação ou de equilíbrio, este tipo de equipamento tem uma variedade gigantesca. A base é sempre a mesma: uma placa apoiada em algo (rodas, bolas, tubos) que gere movimentos. Mas, mundo a fora, a placa e o ponto de apoio têm formatos e tamanhos bastante variáveis, adaptáveis a diferentes necessidades, treinamento esportivo ou para aptidão, exercício de reabilitação, ginástica ou treinamento para melhorar a saúde. Em todos estes casos, o equipamento mostra os benefícios.

Em fisioterapia, a prancha é usada para a reparação do equilíbrio. Às vezes, as lesões podem danificar o senso de equilíbrio, tornando difícil até a coordenação motora. Há casos de dificuldade para caminhar, correr e de outras habilidades, como enfiar a linha na agulha. Ao mesmo tempo que as pranchas estimulam ativamente os movimentos do corpo, fazem o cérebro trabalhar.

Os atletas podem aprimorar o condicionamento físico com a utilização de pranchas. E não precisa ser praticante de esporte de prancha (skate, surfe, esqui, etc.). Um jogador de futebol, por exemplo, pode melhorar o passe ou a marcação. A prancha ajuda o desenvolvimento da coordenação motora, trabalhando o conjunto das partes do corpo.Também contribui para o fortalecimento da musculatura. O treinamento em prancha pode ser muito útil para qualquer atleta que use o corpo inteiro na prática esportiva, por ajudar a evitar tropeços e quedas. Um estudo do American Journal of Sports Medicine constatou que houve redução de entroses de tornozelo em um grupo de jogadoras de vôlei, após o treinamento com prancha de equilíbrio.

A prancha de equilíbrio pode acrescentar um grau de dificuldade a mais para quem gosta de ginástica. Equilibrado em uma placa, tente pegar bolas de diferentes tamanhos, por exemplo.

No corpo humano, o equilíbrio funciona associado a três sistemas. O ouvido interno é quem percebe a posição do corpo e envia mensagens para o cérebro, que elaborará as informações para que o corpo se mantenha em equilíbrio. Quando este órgão falha, pode haver uma doença, o neuroma, que precisa ser tratado. Outro órgão que passa informação para o cérebro é o olho. O terceiro é o sistema proprioceptivo, relativo à ortopedia. Ele é formado por várias partes do corpo (pés, juntas, pescoço), que fornecem informações sobre o corpo em movimento para o cérebro e também a informação se estamos em chão firme. Formigamento ou insensibilidade nas pernas podem acarretar problemas de equilíbrio. A falta de firmeza também pode se apresentar em idosos, por conta da degeneração natural do corpo, ou por doenças mais frequentes em pessoas da terceira idade.

Mas, o que fazer quando não se consegue andar em linha reta? As pessoas doentes podem amenizar os problemas de equilíbrio com ginásticas, até menos radicais do que as com prancha de equilíbrio. Manter o corpo em atividade é importante para continuar estimulando o cérebro a desenvolver o equilíbrio. Quem já sofre com tontura, pode fazer em casa ginásticas bem simples para recondicionar o corpo. Olhar para cima e para baixo rapidamente, de um lado para outro, focalizar o dedo em movimento com o braço estendido e continuar olhando para ele durante o movimento de colocá-lo no nariz. Movimentar a cabeça para frente e para trás para mexer o pescoço. Os movimentos podem ser feitos sentados. Treinar para manter-se em pé e parado com os dois pés no chão ou com um só. Tudo percebendo seu próprio limite e não forçando o corpo. Comece com séries pequenas e vá aumentando. No início do treinamento, deixe os olhos abertos e depois, se possível, feche os olhos. No caso de doença, é preciso consultar o médico antes de se decidir a praticar atividades físicas.

Acredito que o uso de prancha de equilíbrio para a reabilitação certamente surgiu com a observação. É possível que esta descoberta tenha ocorrido na Inglaterra. Há séculos, as mercadorias eram transportadas pelo Reino Unido por um sistema de barcos puxados por cavalos. Os barcos carregados navegavam pelos canais puxados por tração animal. Amarrados com cordas eles se movimentavam pela força de cavalos que trotavam nas margens dos canais. Um sistema interessante, já que deslizando na água, o animal consegue transportar cinco vezes mais peso do que se a carga estivesse sendo transportada em uma carroça, por exemplo. A parte da reabilitação é o que interessa: observou-se que as pessoas que moravam nestes barcos, para fazer a navegação, se reabilitavam bem mais rapidamente de cirurgias de joelho. Em terra firme, a demora era de oito meses, ao passo que para quem residia em barco, o tempo era reduzido à metade. Como nem todos podem andar de barco, passou-se a utilizar, em fisioterapias, equipamentos que simulam os movimentos de um barco.

Outro aliado na reabilitação é o teste de baropodometria. Uma tecnologia mais sofisticada que consegue avaliar com precisão como está o equilíbrio do corpo. Com ele é possível saber exatamente qual ponto é preciso ser tratado para desenvolver ou reabilitar. A baropodometria vem sendo usada para diagnosticar e elaborar tratamentos para reabilitação, principalmente de atletas.

Fabio Ferraz do Amaral Ravaglia (CRM-SP 54.294 e RQE 11.990/89)

Cirurgião ortopedista e traumatologista, Fabio Ravaglia é presidente, desde 2005, do Instituto Ortopedia & Saúde (IOS) – organização não governamental que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção a doenças, principalmente aquelas associadas à terceira idade, e que organiza o Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança, evento mensal que incentiva a atividade física e conta com uma feira de saúde aberta à população para a realização de exames gratuitos. www.ortopediaesaude.org.br www.osso.org.br

Referência:

The Effect of a Proprioceptive Balance Board Training Program for the Prevention of Ankle Sprains

A Prospective Controlled Trial Evert Verhagen, Allard van der Beek, Jos Twisk, Lex Bouter, Roald Bahr and Willem van Mechelen, do EMGO-Institute, Amsterdam, e do Oslo Sports Trauma Research Center, de Oslo.

http://www.patriotsfc.com/docs/USSF_ANKLE_INJURY_PREVENTION.pdf

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